O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 23/09/2021
Pesquisas da Agência Brasil revelam que mais de 46% dos portadores de HIV já vivenciaram situações de discriminação ou fofoca em razão de sua condição médica. Tais dados evidenciam um cenário repleto de estigmas associados à doença, os quais são extremamente malefícos para a vida das vítimas em questão. Por isso, é de suma importância elucidar o que perpetua esse preconceito e como ele atinge os soropositivos, com o objetivo de amenizar essa problemática no país.
Sob esse viés, é possível afirmar que a desinformação é a principal causa da permanência desses estigmas associados ao vírus HIV na sociedade. Isso porque, como é defendido pelo escritor Gilberto Dimenstein, debater sobre problemas sociais no Brasil é muito difícil, principalmente no Processo de Socialização Primária dos indivíduos, no qual os resultados do combate aos preconceitos e aos tabus seriam mais eficazes. Logo a população não consegue conscientizar-se a respeito da AIDS, desse modo perpetuando os estigmas prejudicias aos soropositivos.
Ademais, também é valioso analisar como esse preconceito exarcerbado impacta de forma negativa, com ênfase nos prejuízos à saúde mental, na vida das pessoas com HIV. Dado que essas pessoas, por causa dos estigmas associados a doença na sociedade, muitas vezes desenvolvem doenças mentais, como a depressão e a ansiedade, as quais podem resultar no Suicídio Egoísta, termo cunhado por Émile Durkheim no século XIX, devido ao sentimento de exclusão da comunidade. Dessa forma, é evidente como esses estigmas são patológicos para os soropositivos.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas. Sendo assim, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Saúde, desenvolver campanhas publicitárias nos principais veículos midiáticos, a fim de combater a desinformação a respeito do HIV e consequentemente os preconceitos associados. Além disso, o governo também precisa debater sobre a AIDS durante o processo de socialização dos individuos nas escolas. Dessa maneira, a estigmatização do vírus será atenuada na sociedade brasileira.