O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 24/09/2021
A frase “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.”, dita por Albert Einstein, coloca em pauta a questão de como pré-noções são enraizadas nas sociedades. Analogamente, no Brasil, a estigmatização a respeito de indivíduos com AIDS se faz presente, e se dá através de variadas maneiras de discriminação, fator que, em seguida, pode gerar danos mentais à vítima, e, além disso, forma um tabu sobre a temática, o que pode prejudicar questões como o tratamento e diagnóstico precoce. Portanto, é de extrema importância discutir sobre o estigma relacionado ao vírus do HIV no corpo social brasileiro.
Primeiramente, cabe resgatar o ocorrido com o grande ícone do rock Freddie Mercury, que faleceu aos 42 anos sendo soropositivo para AIDS, conhecida na época como a “doença gay”. Nitidamente, quando essa IST começou a se espalhar pelo mundo, na década de 80, os contaminados receberam um tratamento imerso em preconceito, sendo, muitas vezes, excluídos da vida em sociedade por serem considerados promíscuos, e até mesmo sujos. Infelizmente, na atualidade, esse estigma segue assolando pacientes com HIV, que, por vezes, desenvolvem depressão, ansiedade ou outros transtornos diante de um cenário de exclusão, e a partir desse momento passam a lidar também com problemas ligados à saúde mental, tendo sua vida modificada em todas as esferas.
Ademais, é retratado na série de TV espanhola “Elite”, o pudor apresentado por uma personagem apresentado por uma personagem soropositiva, que tenta esconder de seus colegas que carrega o vírus consigo mesma. Em solo brasileiro, ocorrem situações similares e que são extremamente prejudiciais, pois o diagnóstico e tratamento precoce se dão quando a sociedade é conscientizada sobre a patologia quando são discutidas as maneiras de contaminação, sintomas, o que pode ser feito para amenizá-los, e por fim, a prevenção, fator importante e que evita que muitos indivíduos se infectem.
Portanto, diante dos argumentos supracitados, se conclui que são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde, através de publicações na internet, meio de amplo alcance, expor testemunhos em forma de vídeos e textos, de pessoas que possuem a doença, para demonstrar que é possível viver com o vírus, e que a qualquer sinal de desconfiança testes devem ser feitos, com a finalidade de prevenir a disseminação da doença. Outrossim, cabe ao Legislativo inserir na grade curricular a disciplina de Educação Sexual, por meio da alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a qual permitirá um suporte de ensino sobre a AIDS e suas medidas preventivas, a fim de formar jovens informados e preocupados não só com sua própria saúde, mas também com o próximo. Dessa forma, será possível construir uma sociedade consciente e saudável.