O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 23/09/2021

A partir da década de 80, no Brasil, foram confirmados os primeiros casos de AIDS. Ela é uma doença infectocontagiosa ocasionada pelo vírus HIV, que atua na redução dos linfócitos, resultando na diminuição progressiva da imunidade do indivíduo. Embora seja considerada uma doença crônica manuseável que pode ser controlada tem-se como maior desafio para o tratamento da enfermidade o estigma da sociedade brasileira diante desta. Contudo, a marginalização das minorias e o preconceito agravam a problemática.

Em primeiro lugar, é lícito evidenciar a segregação social como agente de intensificação. Nesse sentido, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), a maioria de indivíduos atingidos são pobres e mulheres, ou seja, grupos sociais que mais enfrentam entraves culturais impostos pela sociedade. Assim, o primeiro grupo sofre por ter dificuldade de acesso aos métodos preventivos e de tratamento, que é demasiadamente ostensivo o que aumenta o estigma do indivíduo em se revelar em meio social, temendo injúrias e julgamento. Além disso a disponibilidade dos meios de prevenção nas mãos do homem prejudicam o segundo grupo, à medida em que o acesso dos preservativos é em suma masculino deixando a mulher a mercê da escolha do parceiro. Em vista disso, é necessário que o Ministério da Saúde regularize a situação a fim de retardar os casos de HIV.

Outrossim, é imperativo destacar a discriminação como um dos fatore que validam a persistência da problemática. Nesse viés, segundo dados do programa das Nações Unidas Unaids 64,1% dos afetados já sofreram alguma forma de discriminação em ambiente social. Assim, o estigma associado aos portadores da AIDS na sociedade brasileira tem impacto direto no seu tratamento. Visto que, os enfermos não se dispõem a buscar ajuda por medo de se assumirem publicamente como infectados e sofrerem repressão social colocando em risco a sua saúde. Desse modo, é necessário trabalhar a questão do estigma social no que diz respeito aos afetados pelo vírus HIV.

Urge, pois, que medidas sejam tomadas com intuito de coibir o problema discorrido. Assim, faz-se necessária ação Estado em conjunto ao Ministério da Saúde, intervindo por meio da criação de campanhas que abordem o assunto nas escolas e meios de comunicação para disseminar o conhecimento sobre a doença e eliminar de vez o preconceito e também incentivar fortemente a utilização de preservativos nas relações sexuais, tanto feminino quanto masculino, tendo em vista ser o método mais seguro para a prevenção de IST´S (Infecções Sexualmente Transmissíveis). Feito isso o Brasil poderá caminhar para a erradicação dos estigmas associados a AIDS.