O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 24/09/2021
Aids:uma doença sexualmente trasmissível(Dst) que diminuir as ações de defesa do sistema imunológico do portador do vírus da HIV. Nesse contexto, no Brasil, os tratamentos e medicina alternativa para suavizarem os efeitos desastrosos da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida(Aids) estão avançados em relação ao século XX. No entanto, o estigma social associado a patologia cresceu,nas últimas décadas, devido a falta de informação e ingnorância da sociedade. Com isso, os indivíduos que sofrem com à doença têm dificuldades de socializarem e problemas psicólogicos, sendo que são excluidos e discriminados no âmbito social.
A priori, a série de Tv " Sex Education", retrata as experiências de alguns estudantes que se passam por terapeutas sexuais,porque a escola e os pais não debatem e nem orientam os jovens sobre relações sexuais. Nesse sentido, a educação sexual é um assunto pouco difundido no Brasil, uma vez que as escolas e familiares sentem receio em dialogarem com os jovens sobre os benefícios e malefícios do sexo na vida desses indivíduos,pois os assuntos relacionados com o “universo do sexo” são tidos como tabus na sociedade .Visto isso, muitas pessoas carentes de orientações contraem e repassam Aids para seus parceiros sexuais sendo vítimas de repulsa e discriminação por parte sociedade. Segundo o Ministério da Saúde, 45% dos portadores do vírus da HIV são jovens entre 15 e 30 anos de idade e 30% desses não obtiveram orientações dos pais e nem da escola sobre sexo,prevensão e patologias sexuais (Aids, sífilis e outras).
Outrossim, a desinformação e a intolerância é um dos indicadores de preconceitos e estigmas sociais observados na sociedade brasileira. Sob tal ótica, muitos indivíduos portadores da Aids sentem dificuldades de se socializarem , visto que são alvos de muito preconceito ,exclusão e agressões verbais e físicas na esfera social. Além disso, desencadeiam problemas psicológicos graves, como depresão,ansiedade, síndrome do pânico e dentre outras. De acordo com a pesquisa sobre a relação entre doenças psíquicas e Aids, da faculdade de Psicologia da PUC- SP, cerca 62,5% das pessoas que possuem à doença já foram alvos de discriminação e 70% desses sofrem com psicopatologias.
Portanto faz-se imprescindível que o Estado- promotor do bem-estar coletivo e provedor de saúde e educação para os indivíduos que compôem a sociedade - deve incrementar na grade curricular das escolas diciplinas que abordam educação sexual e discussões sobre a Aids e outras Dsts ,por meio de palestras,oficinas e campanhas de combate a Aids e os estigmas sociais que prejudicam a socialização das pessoas que sofrem com à doença. Com tais atitudes,o corpo social será mais educado , concientes, tolerante e acolhedor em relação aos problemas supracitados.