O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 26/09/2021

Desde o iluminismo, movimento intelectual e filosófico, entende-se que uma sociedade só prospera quando um se mobiliza com o problema do outro. Por outro lado, quando se observa o estigma associado ao vírus do HIV no Brasil, hodiernamente, precebe-se que esse utópico iluminista é certificado na teoria, mas não na prática. Por conseguinte, os problemas vivenciados pelos soropositivos persistem, ora pela falta de políticas públicas para os portadores do vírus HIV, ora pelo preconceito presente na sociedade. Nesse sentido, covém avaliar as principais causas do problema.

Primeiramente, segundo o escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra, “O cidadão de papel”, só temos direitos no papel. Analogicamente, ao receber o diagnóstico de HIV, seja pelo exame de rotina, seja por sinais clínicos, os soros positivos entram para uma nova realidade, com tratamento medicamentoso rigoroso e um mundo estigmatizado em relação ao vírus. Consequentemente, esses HIV-positivos sentem-se abandonados, isolados, sem trabalho e sem direitos. Logo, fica claro que faltam políticas públicas como o esclarecimento da sociedade e da família, apoio no acesso do mercado de trabalho e acompanhamento psicológico, corrobora para o agravamento do problema.

Outrossim, o preconceito presente na sociedade contribui para a constância do problema. Paralelo a isso, Epicteto, filósofo, afirma que, “só a educação liberta”. Por outro lado, quando o assunto é HIV/Aids e, esse ser acompanhado de estigmas, dificulta a abordagem do problema, pricipalmente nas escolas, já que a educação sexual é um assunto polêmico e desaprovado por muitos pais. Diante disso, mesmo com o vírus controlado e os conhecimentos sobre suas formas de transmissão, crianças tornam-se adultas com opiniões preconceituosas e estigmatizadas sobre o soropositivos.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem os problemas dos HIV-positivos. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, responsável pela administração da saúde pública do país, realizar um evento nacional nas UBS(Unidades Básicas de Saúde) com atividades lúdicas, palestras e grupo de discursão, com o intuito de esclarecer as principais dúvidas e acabar com os estigmas em relação ao HIV. Divulgando o evento nas principais mídias sociais, rádio e televisão, para o comparecimento de todos da sociedade. Além disso, o mesmo órgão deve realizar uma campanha por meio da distribuição de panfletos e comerciais de televisão, com o objetivo de alcançar todos os cidadãos. Como resultado, teremos uma sociedade mais esclarecida, pondo fim aos estigmas já ultrapassados.