O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 23/09/2021
O desfecho do século XX foi marcado pela morte de ícones da música, entre eles Cazuza e Renato Russo, ambos vítimas de complicações decorrentes da Aids, que era pouco conhecida na época. Hodiernamente, apesar do progresso científico, os estigmas associados a essa doença permanecem intactos, prejudicando essas pessoas tanto na busca pelo diagnóstico, como também, no tratamento.
A priori, os vírus são considerados parasitas intracelulares obrigatórios, ou seja, o vírus HIV afeta diretamente os linfócitos T CD4, células essenciais ao sistema de defesa do organismo. Contudo, os avanços científicos nas áreas de prevenção, tratamento e conhecimento sobre o vírus não dissociaram por completo os aspectos preconceituosos relacionados a essa doença. Assim, os preconceitos e o isolamento das primeiras pessoas diagnosticadas no Brasil com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida permancem quase que intactos, contrinbuindo para o abandono das medidas terapêuticas.
Além disso, os indivíduos soropositivos sofrem discriminação no âmbito social e familiar, o que contribui para a desestabilização do indivíduo. Desse modo, a falta de apoio, sobretudo familiar, fragiliza ou impede à adesão ao tratamento, o único meio de combater a replicação viral, já que essa doença não tem cura. Nesse sentido, a falta de informações, de assistência e de apoio, por parte dos orgãos de saúde contribuiem ainda mais para a manutenção dos estigmas.
Torna-se evidente, portanto, que o preconceito direcionado as pessoas portadoras do vírus HIV intefere por completo no combate a essa doença, é imprescindível que o Ministério da Saúde divulge informações a respeito dessa doença nas redes de televisão e também nas redes sociais, enfatizando principalmente, a importância do apoio social e familiar, a fim de desmistificar essa patologia e erradicar os preceitos existentes, para a que a discriminação seja convertida em conhecimento e respeito ao próximo.