O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 24/09/2021
O HIV, conhecido como vírus da imunodeficiência adquirida, foi considerado pela Organização Mundial da Saúde na década de 1980 como uma pandemia com grandes impactos no âmbito sociopolítico global. Nesse viés, o estigma associado aos portadores do HIV no Brasil representa uma problemática no âmbito social, já que o fortalecimento do preconceito é o principal fator que incita a desinformação e a violência na sociedade brasileira. Dessa forma, a intolerância e a desconciência da população sobre essa patologia são entraves a serem debatidos e mitigados.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o tratamento intolerante por parte da sociedade com os portadores de HIV acentua a violência física e verbal no panorama nacional. Dentro de tal temática, o cantor brasileira Cazuza, após assumir ser portador da aids na década de 1980, foi alvo de muitos ataques de ódio em meio ao seu contexto familiar e profissional. Nesse sentido, o panorama vivenciado por Cazuza estabelece um paralelo com o cotidiano de muitos portadores de tal vírus, uma vez que esse estigma da sociedade incita a intolerância e a exclusão do indivíduo afetado por essa patologia, o que acentua os danos morais e psicológicos sobre os mesmos. Sendo assim, essa problemática apresenta-se como um agravante das formas de violência no cenário brasileiro.
Em segundo lugar, cabe ressaltar que a desinformação compartilhada entre grupos sociais intensifica os estereótipos associados à essa temática. Segundo o filósofo italiano Noberto Bobbio, os processos e as formas de interação entre os indivíduos são responsáveis por moldarem estigmas em uma determinada comunidade. Seguindo essa lógica, muitas informações falsas que rotulam a aids como uma doença transmissível pelo contato, após serem compartilhadas entre um grupo de pessoas, são capazes de acentuar o preconceito contra pessoas acometidas por essa patologia. Dessa modo, isso gera a banalização de falsos problemas sociais ligados ao HIV, o que acentua a discrimanção no território nacional.
Portanto, medidas de conscientização e vigilância são necessárias para mitigar essa problemática. Dessa maneira, o Governo Federal deverá criar uma central de denúncia e amparo aos soropositivos, por meio da ação de fiscais e agentes da saúde, com o intuito de combater os ataques de ódio contra tal parcela social e oforecer amparo aos mesmos. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde criar um projeto de conscientização sobre o HIV, por meio de propagandas nos meios de comunicação, com a finalidade de atenuar a desinformação circulante e assim diminuir o estereótipo associoado à tal petologia. Por fim, tais medidas irão mitigar essa problemática no paronama brasileiro.