O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 23/09/2021
No auge da epidemia de HIV (vírus que ataca a imunidade) nos anos 80, a porcentagem de morte em decorrer da doença era muito alta, já que seu tratamento era précario. Somado a forma de contágio, via sexual, o estigma gerado pela doença era avassalador e dificultava ainda mais a vida dos soropositivos. Atualmente, a condição de tratamento e estimativa de vida do portador do vírus melhoraram muito, entretanto, a falta de informação e apoio sobre e para essas pessoas ainda é uma constânte que causa muitos esteriótipos.
Primeiramente, há grande lacuna no quesito informacional, o que pode gerar um afastamento social do portador e, por vezes, rouba dele a oportunidade de um tratamento mais tranquilo. Em uma reportagem que foi transmitida na tv chamada “mulheres do mangue”, era contado como é a vida de mulheres que se prostituiam no mangue; no decorrer da matéria, uma das entrevistadas conta que foi paga a mais para ter relações sem proteção e acabou contraindo o HIV. Aliando a doença a vergonha da prostituição, a mulher deixou de visitar sua familia e não buscou informação nem tratamento, ficando bem doente. Fora desse caso, ainda é recorrente a fulga ou desconhecimento sobre como lidar e tratar o diagnóstico, gerando preconceitos não só da sociedade, mais do próprio indíviduo, dificultando sua adaptação a nova rotina.
Em conjunto, ocorre também a falta de apoio familiar e social para os soropositivos. A agência brasil publicou, em 2017, dados que mostram uma realidade vergonhosa, onde, mais de 50% de portadores do HIV sofreram alguma discriminação, entre 20% perderam seu emprego e 17% foram excluidos de atividades sociais. Se comparado aos tenebrosos anos 80, fica claro que o estigma e segregação sobrido pelos portadores ainda não foi tão superado. Por conta disso, muitas pessoas que posuem o vírus têm medo de revelar e acabam se contraindo, aumentando a possibilidade de um quadro depressivo ou abandono do tratamento.
Portanto, fica claro a importância de providências gorvernamentais para amenização desses estigmas e suas consequências. A escola aliada as unidades de saúde da família, devem proporcionar mais programas educacionais tanto sobre relações sexuais, quanto doenças sexualmente transmissíveis e seus tratamentos para seus alunos e a comunidade ao redor, visando a quebra do preconceito e da falta de informação. Além disso, é necessário a criação de uma comunidade gorvernamental que propocione aos portadores do vírus um espaço de ajuda e compartilhamento de conhecimento na busca de uma melhor adaptação e aceitação de si mesmo. Só assim, o sofrimento causado desde os anos 80 começará a ficar para trás e a doença não será mais tão demonizada.