O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 24/09/2021

A série norte-americana Pose, ambientada nos anos 1980, retrata o preconceito que Blanca - uma cabelereira soropositiva - sofre devido a sua infecção. De maneira análoga, o estigma  associado ao HIV

persiste hodiernamente devido a falta de informação e a marca deixada pela doença em 80.

Primeiramente, vale ressaltar que a desinformação acerca da patologia propaga o paradigma. Sob essa ótica, o filósofo Sêneca afirma “a ignorância é a maior enfermidade do gênero humano” tal afirmação faz-se verdade, pois a falta de conhecimento a respeito do HIV gera exclusão e afastamento dos indivíduos que possuem o vírus de núcleos sociais como: família, igreja, escola, ambiente de trabalho. Assim, o desconhecimento no tocante a doença é, lamentavelmente,  arraigada na sociedade.

Ademais, é importante dizer que a construção preconceituosa se deu na década de 80. Para ilustrar o fato, a revista Veja em 1989 trás em sua capa a seguinte frase " Cazuza - uma vítima da aids agoniza em praça pública". Dessa forma, houve uma associação dela  com morte e debilidade; a qual persiste atualmente e reforça a discriminação.

Portanto, em virtude dos fatos mencionados, é dever do Estado em parceria com o Ministério da Educação adicionar a grade comum curricular de ensino médio, a disciplina de educação sexual, haja vista, a relevância de se discutir sobre as DSTs - doenças sexualmente transmissíveis, a fim de destruir os tabus e assim, por meio de tal medida, garantir que Blancas sejam respeitadas e aceitas em sociedade.