O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 23/09/2021
A civilização espartana, na Grécia Antiga, costumava sacrificar os nascidos portadores de deficiências, pois esses seres eram vistos como inferiores. No contexto nacional atual, o estigma associado ao vírus HIV inferioriza as pessoas que possuem essa condição, tornando importante a discussão sobre tal tema. Nesse viés, esse preconceito coletivo é fomentado pela negligência governamental no assunto, o que causa a desinformação da sociedade acerca da doença.
Primariamente, vale ressaltar o papel do governo na disseminação do conhecimento entre as pessoas. Conforme o filósofo Rousseau, o Estado é responsável por promover o bem-estar social, inclusive na questão educacional. Sob essa ótica, o corpo social brasileiro não se insere nesse modelo rousseauniano de sociedade, uma vez que o governo não propõe ações de combate ao estigma associado ao vírus HIV. Nessa instância, a falta de palestras informativas nas escolas de caráter público e de ações legislativas que defendam os portadores de aids dos preconceitos caracteriza a negligência governamental sobre o problema.
Nesse sentido, a população brasileira evolui para o estado de ignorância, o que fomenta tais estigmas. Na perpectiva do escritor francês Victor Hugo, o maior perigo social é a escuridão, ou seja, a falta do conhecimento. Dessa forma, uma sociedade dotada de preconceitos contra os portadores de HIV é aquela cuja educação não atuou no processo de desconstrução dos estigmas coletivos. Se, por um lado, o Estado não incentiva uma educação de qualidade, por outro, as pessoas permanecem ignorantes.
Portanto, faz-se imprescindível que o governo - agente ativo na tomada de decisões - intervenha no problema. Desse modo, cabe ao Estado levar o conhecimento à população, a fim de diminuir os estigmas associados ao vírus HIV. Assim, a meta far-se-á realidade por meio da promoção de palestras informativas em escolas públicas, que atuarão na extinção da ignorância e na desconstrução dos preconceitos. Nesse cenário, o corpo social brasileiro se distinguirá do modelo de sociedade cuel de Esparta.