O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 24/09/2021
O vírus HIV foi descoberto por cientistas no final do século XX, o que alarmou e amedrontou muitas pessoas da época devido ao fato de não existir uma cura ou tratamento para os portadores desse vírus. Contudo, no cenário atual brasileiro, já existe um tratamento para os soropositivos, proporcionando-os uma vida saudável e sem riscos de possíveis transmissões, porém, ainda assim, existe um estigma relacionado aos portadores muito enraizado na sociedade brasileira e tem como causa principal a falta de informação e uma consequente opressão dos soropositivos.
A séria britânica, Sex Education, da Netflix, aborda entre diversas temáticas, a importância da educação sexual na adolescência, em um episódio, por exemplo, há boatos sobre um aluno da escola estar com clamídia, o que faz o ambiente escolar entrar em caos em razão de um medo equivocado da transmissão pelo toque, o que evidencia a falta de informação sobre IST´s, principalmente entre os jovens. De maneira análoga, no Brasil, a desinformação sobre o vírus HIV ainda está muito presente na população, a qual ainda possui temor de contair o vírus e adoecer.
Por conseguinte, essa falta de informação sobre infecções sexuais promove uma opressão nos indivíduos soropositivos. A eugenia da Segunda Guerra Mundial, motivada pelo movimento nazista, era baseada em um sentimento de superioridade pela raça alemã, a qual oprimia outras raças residentes do mesmo território. Pode-se, desse modo, comparar a eugenia com a inferiorização dos portadores do HIV, os quais sofrem com o preconceito constantemente, sendo caracterizados como pessoas ‘‘sujas’’ e doentes, o que gera, em algos casos, uma aceitaçao desses esteriótipos por parte das vítimas e leva em diante ações e pensamentos errôneos associados aos soropositivos.
Urge, portante, a necessidade de uma medida que venha a eliminar o estigma relacionado ao HIV no Brasil. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde e Educação implementar a disciplina de Educação Sexual nas escolas públicas, por meio de aulas com sexólogos. Assim, as aulas serão disponibilizadas semanalmente para o Ensino Médio e com um formato muito didático, como apresentações em slides, intaratividade com os alunos e caixinha de perguntas anônimas que serão respondidas em aula, a fim de conscientizar os jovens sobre as IST´s e mitigar o preconceito.