O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 26/09/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão do estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Nesse contexto, o preconceito sofrido pelas pessoas soropositivas é um desafio no Brasil e persiste devido, não só a base educacional, como também à questões socioculturais.
A princípio, a falta de conhecimento caracteriza-se como um complexo dificultador. Segundo Charles Caleb Colton, escritor Inglês, a má informação é mais desesperadora que a falta de informação. Sabe-se que o HIV é transmitido através de relações sexuais praticadas sem o uso devido de proteção e transfusão de sangue de pessoas soropositivas. Porém, a má informação leva a população a acreditar que um simples toque de uma pessoa infectada pode transmitir a doença, gerando preconceito até mesmo por parte de familiares e amigos.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da lenta mudança de mentalidade social. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a discriminação com as pessoas portadoras do vírus HIV é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social que é intolerante e opressor com as vítimas da doença, a têndencia é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução mais complexa.
Sendo assim, é Indispensável a adoção de medidas que ajam sobre o problema. Para que, o MEC juntamente com o Ministério da Cultura devem desenvolver palestras nas escolas. Essas palestras devem ser abertas ao público e também transmitidas nas redes sociais desses órgãos. Tais palestras devem contar com a presença de profissionais da área da saúde como médicos e enfermeiros que tem contato direto com o tratamento da doença, com o objetivo de trazer informações e lucidez sobre o tema. Ademais, devem também entrevistar vítimas da doença que sofreram preconceito, para que a população tenha mais consciencia sobre como esse tipo de ato atinge esse público. Essas medidas mudariam o pensamento sociocultural brasileiro.