O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 08/10/2021
O ilustre físico judeu Albert Einsteim dizia: " A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original" Assim, permanecer apegado a preconceitos, desconhecimentos e pensamentos retrógrados, não é só uma barreira para o desenvolvimento individual do cidadão, mas sim de toda uma sociedade. Dessa forma, a insciência por qual é tratado o vírus do HIV no Brasil afeta vários civis no país, gerando diversos estigmas para a população. Logo, a ignorância e a falta de empatia entre os brasileiros corroboram para a existência e o avanço dessa mazela dentro do país.
À vista disso, segundo o cineasta francês Robert Bressom: “As civilizações acabam quando a ignorância se agrava”. Sendo assim, motivados pelo desconhecimento, muitas pessoas insistem em tentar excluir os soropositivos da sociedade, justificando que os cidadãos contaminados podem propagar o vírus à outros civis através de atitudes banais como um espirro. Consequentemente, essas iniciativas discriminatórias distanciam os cidadãos que convivem com o patógeno dos demais brasileiros, acarretando em sinônimos de segregação dentro da comunidade. Desse modo, embora os demais sujeitos achem que não estão causando nenhum mal ao próximo, eles na verdade estão ferindo aos excluídos.
Ademais, conforme o escritor alemão Franz Kafka: " Solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana". Assim sendo, a falta de empatia em colocar-se no lugar do outro, não só contribui para as cicatrizes já existentes em volta dessa adversidade, mas também dá solo fértil à novas ideias hostis. Além disso, é indispensável perceber que o verdadeiro vilão não é a pessoa que luta todos os dias contra uma doença até então sem cura, mas sim o protozoário e as atitudes depreciativas contra os indivíduos acometidos por essa enfermidade.
Portanto, para dar fim a essa adversidade, é necessário que o governo, especificamente o Ministério da Saúde, instrua os brasileiros sobre a aids e sensibilize os cidadãos a abandonarem seus preconceitos em torno do tema. Então, essas ações devem ocorrer por meio de palestras, publicidades e rodas de conversa educativas que mostrem à população a realidade sobre o HIV, como é transmitido, como se prevenir e quais são as mentiras em torno desse assunto. A fim de que assim, os tabus em volta dessa temática sejam quebrados e a população sensibilize-se a acolher e não afastar os indivíduos que convivem com esse microrganismo dentro de si, para que com isso o Brasil liberte-se de sua ignorância e discriminação.