O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 27/09/2021
Na série espanhola “Elite”, Marina é uma menina rica que está infectada com o vírus HIV. Esse fator gerou surpresa, por ela ser uma garota da alta classe, e preconceito contra a personagem. Não tão distante da ficção, os estigmas associados à aids estão presentes na sociedade brasileira, visto que muitos indivíduos associam essa doença a grupos marginalizados, como homossexuais e pobres, como é observado na série. Isso ocorre devido à restrição de campanhas publicitárias e à escassez de educação sexual nas escolas.
A princípio, é válido ressaltar que campanhas publicitárias sobre prevenção, cuidados e respeito com as pessoas portadoras da aids são restritas a poucos períodos do ano. Esse acontecimento contribui para reforçar os estigmas associados ao HIV e aprofundar o preconceito, uma vez que a discussão e o debate ficarão distantes da realidade e dinâmica social. Nesse sentido, promulgada em 1988, a Constituição da República Federativa do Brasil, garante que todos possuem o direito à informação e à saúde. Todavia, a baixa propagação e relevância dada à questão do HIV nas mídias brasileiras afasta o país do cumprimento da Carta Magna, por conseguinte, muitos enfermos deixam de procurar tratamento ou ajuda.
Ademais, convém salientar que a escassez de educação sexual colabora com o aumento do vírus e o preconceito social. Consoante ao filósofo Aristóteles, a educação é amarga, mas os seus frutos são doces. Concatenado a esse pensamento, o ensino e o estudo são longos e difíceis, porém, possuem ações para a transformação da sociedade. No entanto, apesar da importância da educação para conscientizar, propagar o respeito e a tolerância, muitos colégios não possuem o lecionamento voltado para o bem-estar, o cuidado, a prevenção e a orientações durante atividades sexuais, o que colabora para reforçar estereótipos negativos relacionados à aids.
Diante dos fatos supracitados, tendo em vista os problemas dos estigmas para o combate ao vírus, medidas são essenciais para mitigar essa questão. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde, mediante propagandas, fornecer anúncios na televisão e internet para propagar informações sobre o HIV, os cuidados e orientações de locais para tratamento, além de enfatizar a importância da tolerância e ajuda com o doente, a fim de diminuir os estereótipos negativos associado a essa doença. Além disso, o Ministério da Educação, por intermédio de verbas governamentais, deve disponibilizar a obrigatoriedade da educação sexual para todas as escolas, com participação de especialistas, e projetos abertos ao público sobre doenças sexualmente transmissíveis, com o objetivo de acabar com os estigmas do HIV. Feito isso, é possível evitar que portadores da aids sofram, como a Marina na série.