O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 01/10/2021

Durante a década de 1980 e 90, houve uma epidemia causada pelo vírus HIV, causador de uma doença sexualmente transmissível, a AIDS. Dentro desse contexto, um resquício histório preconceituoso é retratato numa visão de que homossexuais são portadores dessa doença só por se relacionarem com outros homens, haja vista que a população da época não tinha acesso à mais informações sobre os casos. Por consequinte, é nítido o estigma associado à esse procarionte, imerso na sociedade brasileira, dado o preconceito enraizado com viés homofóbio, além da falta de conhecimento da maioria sobre a doença e educação sexual nas escolas.

Em adição à isso, convém lembrar que, até Maio de 2020, gays não podiam doar sangue simplesmente por serem suspeitos à carregar o vírus, não apenas por discriminação, mas devido algumas pesquisas científicas imaturas também. Ademais, essa situação é retratada no seriado “New Amsterdam”, que, em um dos seus episódios relata a dificuldade passada pelo personagem em doar sangue, uma vez que interpretava um homem LGBT. Portanto, é notório que, na atual sociedade contemporânea, ainda existem casos de marginalização e exclusão dos soropositivos na doação sanguínea.

Entretanto, o senso comum pode ser contraposto através de informações verídicas e comprovadas científicamente. Em virtude que, nos dias atuais, existem diversos coquetéis que atuam como tratamento para o portador que tem o vírus ativo,  e ainda, casos em que o infectado passa a vida toda, ou boa parte dela, inativo, ou seja, sem a ação do retrovírus. Pode-se observar que, a educação sobre doenças sexualmente transmíssiveis é algo positivo, na série “Sex Education”, da Netflix, que aborda os benefícios de espalhar informações de modo prático, conscientizando os jovens sobre a AIDS. E assim, desfazer o tabu sobre esse assunto imposto pela sociedade por pura ignorância.

Contudo, é visível que há uma grande parte da população ainda vítima do esteriótipo falso, criado nas décadas de 80 e 90, que sofre com a falta de conhecimento sobre o assunto, e relativizando a portabilidade do vírus ao homem homossexual. Logo, é de suma importância que escolas tenham aulas sobre saúde sexual, atividade implementada pelo Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde. Com o intuito de educar jovens e adolescentes, sobre a prevenção e transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. Frente a isso, o propósito de desmistificar o estigma associado à AIDS e o HIV, não só evita a propagação do preconceito histórico, mas também abre um espaço seguro para aqueles que são soropositivos e precisam de ajuda.