O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 27/09/2021
A Síndrome da Imunodeficiência (Aids) foi reconhecida durante as décadas de 80 e 90, nos Estados Unidos, e relacionou-se à comunidade homossexual, que era o grupo mais atingido na época. Entretanto, por ter sido associada a grupos homoafetivos por muito tempo, o estigma de ser uma doença de gays permaneceu, inclusive no Brasil, mesmo após casos de héteros com tal moléstia. Portanto, faz-se necessário analisar as causas e consequências de tal preconceito.
Primeiramente, é válido ressaltar que a falta de informação sobre o vírus do HIV é um fator determinante para que os preconceitos permaneçam na sociedade brasileira. Isso se deve ao fato de que, por ser erroneamente associada a uma doença de homossexuais, muitos indivíduos acreditam que não podem contrair tal malefício e não procuram entender sobre o assunto. Sendo assim, pode-se citar a série Grey´s Anatomy que, em um de seus episódios, retratou um paciente da década de 80 que revoltou-se a ser diagnosticado com aids.
Além disso, nota-se que, por causa do estigma retratado, torna-se ainda mais difícil saber o que fazer ou como tratar o HIV. Isso acontece porque a desinformação ainda faz parte da realidade e faz com que pessoas mais leigas sobre o assunto criem um preconceito relacionado à síndrome, dificicultando assim a difusão de conhecimentos referente à ela. A exemplo disso, pode-se citar o livro “Querido Ex” que narra o cotidiano de um carioca e que, em dado momento, desnorteado e consumido pelo medo de ser um soropositivo, faz inúmeras pesquisas de hospitais que atendem pessoas nessa condição, mas demora a obter resultados.
Dado o exposto, evidencia-se que acabar com os estigmas sobre os soropositivos é também difundir as informações necessárias sobre a doença. Diante disso, faz-se necessário que o governo esclareça os fatos sobre o HIV por meio de propagandas do governo sobre o assunto. Desse modo, visa-se findar os preconceitos sociais sobre a mazela mencionada, fazendo com que mais pessoas tenham conhecimentos sobre programas gratuitos como o PEP, um serviço de coquetéis oferecido pelo Estado e que também saibam como lidar com tal enfermidade ou ajudar portadores dela.