O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 24/09/2021

O mito da caverna, narrado por Platão, filósofo grego consistia em expor a situação de pessoas que viviam em desconhecimento da realidade que as cercavam. De modo semelhante à alegoria do pensador, nota- se a necessidade de criar estratégias para trazer à tona o estigma associado ao vírus HIV, uma vez que muitos indivíduos não enxergam esse problema na sociedade brasileira. Logo, esse cenário antagônico é fruto do silenciamento da má influência midiática.

Nessa perspetiva, é válido destcar como causa latente do problema a invisilização da questão. A esse respeito, Habermas traz uma contribuição pertinente ao defender que a linguagem é a verdadeira forma de ação. Porém, verifica- se uma lacuna em torno dos debates sobre o estigma associado as doenças mentais, que, segundo uma pesquisa realizada pelo site Agência Brasil, afetou mais de 40% dos participantes, contudo vem sendo tratado como um problema já resolvido. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria as chances de atuar nesse desafio.

Ademais, a má influência midiática é um fator determinante para o entrave no Brasil. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser um instrumento de democracia não deve ser convertido em um mecanismo de opressão. Diante disso, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível  de infomações das pessoas, ela acaba influenciando na consolidação do problema ao naturalizar o preconceito contra pessoas com HIV.

Portanto, medidas devem ser tomadas para combater a problemática. Para isso, é crucial que o governo federal, em parceria com o Ministério das Comunicações, promova campanhas mostrando o prejuízo que o peconceito irá trazer para a vida das pessoas, por meio de vídeos nas redes sociais, a fim de conscientizar as pessoas e acabar com a má influência midiática. Além disso, tal projeto pode, ainda, ser divulgado nas mídias de massa, com o objetivo de quebrar o silenciamento presente.