O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 24/09/2021
O filme “Cazuza” retrata uma biografia de um dos maiores cantores do Brasil, abordando, inclusive, a sua infecção pelo vírus do HIV e o sofrimento enfrentado pelo autor. Atualmente, o tratamento para as pessoas diagnóticadas permite um prognóstico positivo, no entanto, socialmente, essas pessoas enfrentam outros empecilhos, como: o preconceito e falta de informação dos cívis.
Destaca-se, primeiro, a intolerância social diante de pessoas soro-positivas. Dessa forma, convém citar a médica brasileira Nise da Silveira ao afirmar que o que cura é contato humanizado e falta de preconceito. Seguindo essa linha de pensamento, fica evidente que desrespeitar a pessoa pelo seu diagnótico é uma atitude desumana, já que de acordo com a ciência não é o contato cívico que irá transmitir o vírus. Logo, isso provoca as intolerâncias cívicas e contribui para perpertuação desse preconceito.
Ademais, a insuficiência informativa é um potencializador da estigmatização contra os portadores do HIV. Nesse sentido, o Sistema Único de Saúde (SUS), tem como um de seus principios a promoção de saúde mediante campanhas informativas. Porém, vê-se que na realidade tal princípio não vem sendo cumprido corretamente, uma vez que os brasileiros ainda tem dúvidas sobre as vias de transmissão, o que consequentemente, faz-com que as pessoas se afastem das pessoas soro-positivas, inclusive, não as contratando e segregando-as do convívio social.
Portanto, são necessárias ações que mitiguem esse estigma relacionado as pessoas com HIV em âmbito nacional. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, realizar campanhas nas escolas e postos de saúde, por meio de profissionais de saúde e pessoas portatoras do vírus, elucidando a sociedade em palestras anualmente. A fim de que cada vez menos pessoas sofram com o preconceito e então poderem gozar dos seus direitos em qualquer âmbito da sociedade sem nenhuma discriminação.