O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 25/09/2021

Embora no século XXI o acesso à informação seja vasto, no Brasil os jovens ainda têm práticas contraditórias quando o assunto é sexo. Com as relações sexuais iniciando-se cada vez mais cedo, estudos apontam o aumento preocupante das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como a AIDS entre os jovens nas últimas décadas.

Segundo a organização UNAIDS, o Brasil está atualmente entre os países que mais apresentam novos casos de AIDS e outras ISTs. O aumento do número de jovens acometidos pelo virus HIV é um reflexo da queda da eficiência de certas campanhas de prevenção e estímulo à prática do sexo seguro, que usualmente são realizadas na televisão, mas que deveriam incluir as novas mídias sociais.

Além disso, com uma maior eficácia dos tratamentos, como coquetéis antivirais e outros medicamentos, muitos adolescentes acabam por ter uma ideia errada de que o HIV é um problema já superado e que os infectados podem levar uma vida longa sem o temor dos males que este promove, como a morte, e muitas vezes fazendo com que se descuidem e não usem preservativos.

Segundo Pitágoras: “Educar as crianças hoje evita corrigir a sociedade que está por vir”. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve promover o incentivo e discussões relacionadas às ISTs e à educação sexual nas escolas e universidades com professores, psicólogos e outros profissionais da saúde, para que as pessoas percebam a importância de se prevenir contra essas infecções. Bem como, o Ministério da Saúde também deve informar a população sobre os riscos de ter relações sexuais desprotegidas e promover o acesso fácil ao sistema público de saúde, sem discriminar os pacientes, principalmente os portadores de HIV, para assim diminuir os índices dessas doenças.