O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 25/09/2021
A declaração Universal dos Direitos Humanos assegura que todos os indivíduos têm direito ao bem-estar social. Contudo, o preconceito da comunidade e o silenciamento social criam um estigma associado ao Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), fazendo com que pessoas soropositivas não usufruam da declaração. Por isso, esses fatores constituem um desafio a ser resolvido pelo Estado.
Primordialmente, é importante destacar o pré-julgamento da sociedade. Sob essa ótica, um personagem da novela brasileira “Malhação: Seu Lugar no Mundo”, portador do germe HIV, é isolado na escola por outros estudantes, pois não queriam conviver com o garoto. O ocorrido com o personagem pode ser presenciado no corpo social brasileiro, visto que, apesar de uma porcentagem populacional ser soropositiva, ainda é praticada a discriminação com pessoas que sofrem com o tema – que tem como principal causa: a falta de conhecimentos sobre o patógeno. Dessa forma, fica evidente que o conhecimento sobre o micro-organismo é de extrema urgência.
Ademais, o silenciamento social também é um fator que motiva o estigma associados aos soropositivos no Brasil. Na perspectiva de Djamila Ribeiro, para que um problema seja solucionado, é necessário tirá-lo da invisibilidade. Contudo, há uma omissão implantada na questão do HIV, uma vez que pouco de discute sobre o tema nas escolas e na mídia, instrumento de grande e forte influência, gerando a desinformação nos brasileiros – que contribui com o aumento do preconceito sofrido pelos portadores do vírus. Desse modo, nota-se a urgência de retificar o quadro do país.
Portanto, é essencial que o Estado tome providências que amenizem a atual situação. Para o preconceito social e para a omissão midiática, urge que o Ministério dos Direitos Humanos (MDH) crie, por intermédio de verbas governamentais, palestras que informem a população sobre a importância de respeitar portadores do patógeno em questão e que sejam transmitidas por canais televisivos periodicamente, a fim de que, ao mesmo tempo que o preconceito da comunidade acabe, a problemática do silenciamento midiático seja solucionada. Somente assim, o estigma associado ao HIV na sociedade brasileira será cessado e a Declaração Universal do Direitos Humanos será respeitada.