O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 25/09/2021
No filme “O ano de 1985”, relata a história de Adrian, um rapaz que ao testar positivo para a aids - sigla em inglês para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida -, enfrenta obstáculos para contar a seus pais conservadores, com medo dos mesmos. Contudo, é negativamente notório como isso ainda ocorre no Brasil. Tendo o exposto em vista, é evidente que a falta de conhecimento sobre a doença e a discriminação fazem parte da problemática.
A priori, a Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu 6° artigo, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Nesse sentido, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais em relação a falta de informação sobre a doença, causada pela redução de campanhas televisivas de conscientização, falta de profissionais públicos em escolas e hospitais, alertando sobre os sintomas, prevenção e tratamento da doença, ocasionando o aumento de casos da mesma.
Outrossim, a discriminação e o preconceito são uns dos grandes entraves enfrentados por pessoas soropositivas ao vírus HIV durante a vida, que escondem a doença e ficam propensas ao afastamento do tratamento hospitalar. Ademais, segundo o site www.aids.gov.br os grupos mais afetados são de homens gays, pessoas trans e usuários de drogas que sofrem mais preconceitos se forem soropositivas. Além disso, o preconceito sendo físico ou verbal vem de conhecidos, como colegas de trabalho ou escola e muitas vezes até da própria família, ocasionando problemas na aréa da saúde psicológica, como a depressão e a ansiedade.
Desprende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescíndivel que o Governo, por intermédio de seus ministérios, desenvolva campanhas mais eficazes, alertando sobre a doença e quebrando o tabu imposto a ela. Como também inserindo agentes públicos nas escolas, para informar desde cedo sobre a doença e proporcionar uma vida melhor aos soropositivos.