O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 25/09/2021
De acordo com o Iluminismo, corrente política e ideológica, uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Entretanto, na sociedade brasileira atual, constata-se que essa alusão não é verificada na práxis, visto que indivíduos acometidos pelo vírus HIV são considerados um estigma para o corpo social, logo, devido a isso, a problemática persiste à realidade da nação. Nesse âmbito, nota-se que os impasses como a falta de interesse e apoio social pleno quanto a essa questão e a escassa exposição midiática quanto a esse panorama devem ser superados de imediato, para que uma progressão societária seja evidenciada. Em uma primeira análise, tem-se a falta de interesse e apoio social pleno quanto a essa questão. Sobre isso, de acordo com Schopenhauer, o ser humano é essencialmente egoísta, sendo motivado pela busca do próprio bem-estar social e pela manutenção de sua própria existência. Desse modo, caso alguém não se sinta prejudicado por um problema social, há a tendência de este indivíduo não se preocupar com o assunto e, assim, não exigir seu combate. Atrelando esse pensamento ao estigma associado a esse assunto, como não são todos os brasileiros que são enfrentam a aids ou possuem pessoas próximas nessa situação para que se sintam prejudicados pelo preconceito direcionado a isso, não há a devida pressão popular para que o governo atue sobre este problema social, o que permite um relaxamento no seu combate e, consequentemente, sua manutenção. Ademais, como consequência ao desinteresse social, tem-se a escassa exposição midiática quanto a esse panorama. Nessa perspectiva, muitas vezes, a mídia negligência o debate a respeito do vírus HIV e suas formas de contágio, isso ocorre devido à baixa audiência que esse tema proporciona, pois, parte da população ainda apresenta uma visão negativa sobre essa enfermidade, acarretando, como corolário, na constância do revés. Dessa forma, é necessária uma mudança no imaginário social para a solução dessa adversidade. Destarte, torna-se evidente que a temática apresenta diversos percalços, dentre os quais, a falta de interesse e apoio social pleno quanto a essa questão e a escassa exposição midiática quanto a esse panorama. Portanto, para minimizar os aspectos em questão, é dever do Ministério da Educação e Cultura, órgão responsável por fomentar o intelecto de todos os cidadãos brasileiros, por intermédio de palestras e atividades lúdicas, instruir alunos e responsáveis sobre o vírus HIV e suas formas de contágio, com a finalidade de desmitificar os preconceitos enraizados a essa infecção. Com isso, os preceitos iluministas serão ratificados e um modelo social integrado alcançado.