O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 25/09/2021
Durante a Idade Média, indivíduos acometidos pela lepra eram excluídos da vida social e subjulgados a condições degradantes de vida pois eram tidos como ‘amaldiçoados’. Nesse viés, tal passado obscuro parece se repetir com o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, cenário que é reflexo da ineficiente educação oferecida e provedor da queda de qualidade vida dos acometidos.
A priori, é pertinente destacar o papel da educação enquanto formadora de estigmas. Nessa senda, o desconhecimento das diferenças entre um indivíduo soropositivo e outro acometido pela AIDS, assim como das formas de transmissão da doença, contribuem para a exclusão das pessoas, saudáveis ou não, da sociedade. Assim, esse fato comprova a afirmação do educador Paulo Freire de que a ausência de uma educação libertadora favorece o ciclo de injustiças.
Outrossim, cabe ressaltar como tal contexto promove a degradação da qualidade de vida. Dessa maneira, como demonstram levantamentos feitos pela Agência Brasil, quase metade do contingente de pessoas soropositivas sofrem com comentários discriminatórios a respeito de suas condições. Por conseguinte, tais eventos as afastam do tratamento, reduzindo suas expectativas de vida e até mesmo influenciando a formação de doenças mentais decorrentes da constante exposição negativa.
Destarte, medidas são necessárias para que tal problemática seja resolucionada. Logo, cabe ao Estado - por meio do Ministério da saúde e educação- a promoção da conscientização da população acerca do tema HIV, pela inserção de cartilhas e palestras na educação básica e em postos de saúde e trabalho, a fim de reduzir os efeitos da exclusão sistemática direcionada às vítimas do vírus. Só assim, o Brasil se verá no rumo do progresso.