O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 02/10/2021

Na série “Sex education” é retratado um ambiente escolar e familiar, na qual, se aborda assuntos sexuais sem nenhum tipo de atitude discriminatória, objetificando a desconstrução dos estigmas sexuais. Entretanto, na realidade brasileira o que se vizualiza, infelizmente, é o crescente preconceito na sociedade ao se discuti-los, facilitando, assim, o aumento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’S), como o HIV. Nessa perspectiva, faz-se necessário analisar os malefícios decorrente do fortalecimento de tais estigmas.

Sob essa perspectiva, portadores do HIV são uma das prinicipais vitímas da ignorância social sobre o assunto. De acordo com a Agência Brasil, 46% dos entrevistados soropositivos relataram ja ter sofrido algum tipo de discriminação social, sendo que essas, 40% possuem depressão associada, em decorrência da dificuldade de relações sociais sociais. Diante do fato, torna-se perceptível a prevalência do preconceito sobre a empatia em meio a sociedade brasileira.

Por conseguinte, em virtude dos estigmas decorrentes da procura pelo diagnóstico e tratamento vem diminuído, principalmente, entre os portadores que não possuem o apoio famíliar, como afirma a pesquisadora Marinella Della Neto do Institudo de Infectologia Emílio Ribas ,. Nessa perspectiva fica evidente a razão pelo qual se registra um aumento no número de óbitos provocado pelo HIV no Brasil, atingindo, somente em 2018, cerca de 11 mil mortes.

Depreende-se, portanto, que a manutenção dos estigmas relacionados a IST’s é o maior defende para o tratamento dos soropositivos. Diante disso, faz-se necessário que o Ministério da Saúde promova, por meio de seus canais de comunicação, campanhas públicas de conscientização da população, bem como, de incentivo a população soropositiva a prosseguir os procedimentos indispensáveis, a fim de descontruir os estigmas existentes e, consequentemente, construir uma sociedade mais empatica ao próximo.