O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 14/10/2021

O documentário Holocausto Brasileiro, narra a história de 60 mil pessoas que foram mortas dentro de um hospital em 1903, essas pessoas eram consideradas indesejadas na sociedade como por exemplo, pessoas com deficiência, homossexuais, grávidas e também pessoas com Aids(Hiv), que sofreram preconceitos. Nesse contexto, em uma sociedade marcada pelo preconceito estrutural e a desigualdade socioeconômica, dificulta o acesso a informação sobre o vírus do Hiv na sociedade. Tais problemas constituem o estigma associado ao vírus Hiv na sociedade brasileira, evidenciando questionar essa problemática.

De imediato, cabe destacar o preconceito estrutural contra o vírus Hiv, que é transmitido por contato sexual, sem uso de preservativo e de mãe para o filho durante a gestação pelo parto ou amamentação, na qual, muitas pessoas tem preconceito, dificultando o tratamento, sendo que isso as pessoas ficam excluídas na sociedade por contrair o vírus, desistem do tratamento e morrem. Contudo, o tratamento eficaz é gratuito e garantido por lei, porém os casos com pessoas soropositivas era para estar baixo, mas o preconceito e a discriminação impede o tratamento.

Além disso, o site Opas informou que os casos aumentou de 100 mil em 2010 para 120 mil em 2019, desse modo as pessoas que se infecta com o vírus, são pessoas mais vulneráveis de baixa renda e marginalizadas pela sociedade, devido a desigualdade socioeconômica, na qual não tem acesso a informação, como também pessoas gays e bissexuais, e pessoas que usam drogas, que sofrem preconceitos diariamente, portanto essas pessoas estão mais propensas a serem afetadas. No entanto, o preconceito impede o tratamento adequado e humanizado para essas pessoas, desse modo sendo escasso a equidade, dificultando o acesso igualitário a saúde.

Diante do exposto, cabe ao Ministério da Saúde e Educação criar campanhas, mostrando a importância do vírus Hiv na sociedade para o tratamento e o diagnóstico precoce para reduzir a transmissão sexual, por meio de instituições básica de saúde, levando a informação para todos e investir na valorização desse assunto, a fim de que todos possam ter informação e assim diminuir o preconceito estrutural no Brasil.