O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 27/09/2021

Quando o tratamento do vírus HIV é realizado de forma correta, a carga víral torna-se indetectável e o vírus não é transmitido por via sexual. Entretanto, quem possui a enfermidade é acometido por preconceito da sociedade, assim deixa de procurar ajuda. Isso ocorre devido a negligência por parte governamental e pela falta de conhecimento popular.

Primeiramente, deve-se ressaltar a ausência de medidas do governo para combater o preconceito, Já que, apesar, da discriminação contra portadores do vírus HIV e doentes de aids ser crime, isso não se efetiva no Brasil, uma vez que os doentes  passam por divesas situações de humilhação, inclusive em casos de atendimento clínico. Segundo o programa das Nações Unidas 64% das pessoas que tem HIV ou aids sofreram alguma forma de preconceito.  Dessa maneira, as pessoas optam por não fazerem o teste, por medo do resultado e quem já está acometido não realiza o tratamento adequado por se sentir envergonhado.  À vista disso, o falta de fiscalização do governo afeta a medicação da população.

Outrossim, o tabu em relação a doença é uma barreira para a sua prevenção. De acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS) a cada ano surgem 40.000 novas infecções no Brasil. Consequentemente, isso se dá devido a falta de informação, haja vista que o assunto é pouco comentado, inclusive nas escolas. Desse modo, ainda existem duvidas em relação ao uso de preservativos e também um estigma associado a conversa sobre o assunto. Imediatamente, o preconceito se instala e impede que as pessoas busquem seus direitos.

Logo, percebe-se que esse cenário precisa ser alterado. Portanto, é fundamental que o Governo, órgão responsável pela elaboração de medidas, garanta o conhecimento popular sobre o HIV, por meio de palestras em escolas, as quais devem esclarecer a importância do tratamento e retirar o tabu em relação a doença, com a finalidade de que os doentes sejam acolhidos e recebam o tratamento sem julgamentos.