O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 01/10/2021
O HIV é um vírus que, se não tratado, pode desenvolver a AIDS, síndrome que ataca o sistema imunológico, enfraquecendo-o, e como consequência, torna o indivíduo suscetível às demais doenças, podendo resultar em morte. A saber, nesse contexto, durante as décadas de 1970 e 1980, quando iniciou-se uma epidemia de HIV nos Estados Unidos, surgiram também inúmeros mitos que fizeram com que os infectados sofressem discriminação, principalmente a população lgbtqiap+. Diante disso, faz-se necessário analizar os alicerces que sustentam essa questão, a citar, a permanência de preconceitos e a falta de informação.
Em primeira análise, vale ressaltar que o aumento do preconceito a grupos minoritários deve-se a fatores históricos e culturais. Isto é, as mortes relacionadas ao vírus, de lgbtqiap+, um exemplo de Freddie Mercury, Cazuza e Renato Russo, associado ao patriarcado - ainda em vigor na conjuntura brasileira - e uma população majoritariamente heterossexual, reforçaram e ainda reforçam a descriminação sofrida por essa parcela da população. Como consequência, esses indivíduos são cada vez mais excluídos e desenvolvem, muitas vezes, problemas psicológicos como a depressão. Fica claro, pois, que o estigma relacionado ao HIV fere a dignidade dessas pessoas.
Em segunda análise, cabe ressaltar que a falta de informação a respeito do vírus é extremamente prejudicial, pois também fomenta a discriminação. Ademais, é fato que, mesmo após o avanço científico ter comprovado que o vírus somente é transmitido das seguintes maneiras: relação sexual desprotegida, transfusão sanguínea, da mãe para o bebê, e por seringas contaminadas, ainda há muita desinformação a respeito, e como consequência, devido a ignorância, as pessoas agem de maneira preconceituosa. Para ilustrar, de maneira análoga a essa realidade, cabe referenciar o filósofo grego Platão, que, em sua obra “A República”, narrou o “Mito da Carverna”, o qual retrata pessoas aprisionadas em uma caverna que só conseguem ver as sombras da parte exterior e acreditam que elas correspondem à realidade. Assim, é necessário que haja a disseminação de informações verdadeiras, dado que a falta a da mesma, afeta consideravelmente a qualidade de vida das pessoas soro positivas.
Logo, medidas são necessárias para mitigar o problema. É preciso, portanto, que o Ministério da Saúde em parceria com as escolas estaduais e minicipais de ensino, através do direcionamento de verbas, invistam em campanhas nas mídias socias e na interação interdisciplinar, com intuito de promover conhecimento efetivo à sociedade, para que a população, ao invés de desrespeitar pessoas que possuem HIV, seja capaz de acolhê-las e tratá-las com empatia. Com isso, pretende-se paulatinamente, diminuir o preconceito que surgiu simultaneamente com o vírus.