O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 06/10/2021

Na obra “Raízes do Brasil”, do históriador Sérgio Buarque de Holanda, é introduzido o conceito de homem cordial. Tal definição diz que altruísmo e compaixão são traços marcantes do povo brasileiro. Entretando, no que diz respeito à aceitação dos soropositivos em nossa sociedade a definição não se aplica, oque acaba gerando estigmas pesados de serem carregados pelos portadores do vírus. Essas chagas são causadas por desinformação e podem trazer sérias consequencias à vida dos infectados.

Em primeiro lugar, deve-se análisar as causas dos preconceitos enfrentados pelos HIV positivos. A sociedade brasileira, inegavelmente, possui na doutrina cristã uma forte base do que é considerado correto ou não. Consequentemente, assuntos relacionados à sexualidade são tratados como tabu e devido a isso são pouco debatidos. Assim, o assunto não é abordado com profundidade, oque faz com que diversas informações incorretas em relação à infecção pelo vírus hiv sejam disseminadas oque acaba causando um ideal coletivo de pavor/medo em relação ao vírus da imunodeficiência adquirida e como o homem tende a ter medo do desconhecido a população média acaba tratando com rispidez os imunossuprimidos.

Em segunda análise, deve-se pensar nas consequencias geradas pela falta de debate a cerca de tal infecção sexualmente transmissível,. Na série médica “Sob Pressão” somos apresentados ao personagem Kleber que ao revelar a um interrese romântico sua sorologia positiva acaba sofrendo agressão física. Infelizmente, esse tipo de discriminação ocorre fora das telas e não só  na forma de violência física mas também na forma de culpabilização do doente, exclusão social e até mesmo perda da fonte de renda.  De acordo com Jean Paul Sartre qualquer forma de violência é um fracasso sendo assim a discriminação contra os soropositivos deve ser combatida.

Dessa maneira, é evidente a necessidade de intervenção no que tange os estigmas sofridos por HIV positivos em nossa sociedade. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, com dinheiro proveniente dos impostos, a realização de campanhas de conscientização,transmitidas via TV aberta e anúncios na web,  a cerca da infecção por HIV onde seja informado ao público geral a diferença entre HIV e AIDS, formas de prevenção e quais as expectativas pós diagnóstico além é claro do insentivo à denúncia em casos de preconceito com tal minoria visto que, tal violência  é vista como crime por nossa legislação. Dessa forma toda a populaçãpo estará ciente de que todos estão vulneráveis à infecção e que existe vida saúdavel pós diagnóstico. Assim, certamente, o preconceito e o peso carregado pelos soropositivos serão menores na sociedade brasileira.