O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 28/09/2021
Revolta do século XXI: desprezo social
É inegável que de acordo com o escritor irlandês Oscar Wilde, " a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação". Tal assertiva associa-se à necessidade de combater, na sociedade brasileira, o estigma associado ao vírus da Imunodeficiência Humana que acarreta a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida ( AIDS). Nesse sentido, vê-se que o preconceito é resultante do tabu e desinformação sobre o assunto. Dessa forma, é crucial que medidas sejam angariadas a fim de mitigar esse dilema.
A priori, cabe ressaltar que , em consonância com o escritor alemão Goethe, “nada é tão preocupante quanto a ignorância em ação”. Tal reflexão pode vincular-se à discriminação, pela sociedade por meio de tabus, associada aos portadores de HIV, promovendo, portanto, o isolamento, rejeição e, também, desistências no tratamento com medicamentos antirretrovirais cujo objetivo seria impedir a multiplicação do vírus no organismo. Nesse contexto, nota-se que o tabu relaciona ao temor de propagação do vírus ocasiona a exclusão nas atividades familiares, perda de emprego e rompimento de relações devido a pensamentos pejorativos associado ás pessoas soropositivas.
Outrossim, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 40.000 casos de AIDS são registrados, anualmente, no território brasileiro. Desse modo, é perceptível que apesar da ocorrência dos avanços tecnológicos , tem-se à desinformação sobre a patologia , sobretudo em relação ao modo de transmissão, sintomas e tratamentos e, isso, possibilita o aumento de casos de Infecção Sexualmente Transmissíveis, visto que há um período de latência, ou seja, há um período assintomático da doença e , portanto, há maior taxa de propagação.
Dessarte, é imprescindível que intervenções sejam analisadas a fim de atenuar esse descaso. Dessa forma, é fundamental que as escolas promovam projetos , como palestras e teatros, com o fito de anunciar ,aos estudantes , a importância do acolhimento aos portadores de HIV, rompendo, assim, os estigmas referentes ao assunto. Além disso, é fulcral que o Ministério da Saúde, em concrescência com a mídia televisiva , alerte a população, por meio de propagandas, o modo de transmissão, sintomas e tratamentos contra a epidemia, reduzindo, por conseguinte, o número de afetados.