O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 04/10/2021

Na obra “o grito” de Edvard Much, retrata o sentimento de angústia do ser humano. Fora das telas, as pessoas soropositivas partilham do mesmo sentimento devido o alto índice descriminação com as mesmas. Devido a isso, fatores como o tabu enraizado e o descaso governamental agravam essa problemática.

De início, o preconceito enraizado no corpo social corrobora para esse estigma. Posto isso, O Dom Frei Paulo Evaristo afirma que: " No Brasil, é necessário lutar pelos direitos de todos e pelo fim da exclusão social". Desse modo, fica evidente a falha da sociedade em incluir esse grupo, uma vez que não buscam meios de acolher e compreender esses indivíduos, na qual se sentem desprezados, envergonhados e isso dificulta na busca do diagnóstico e no tratamento. Assim, é imprescindível que medidas sejam tomadas para reverter essa situação.

Ademais, a negligência governamental intensifica esse entrave. Diante disso, segundo o filosófo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir os direitos básicos e o bem-estar da população. Com isso, é nítido a falta de ações de inclusão por parte do governo, como à ausência de recursos fundamentais para atender as pessoas portadoras do HIV e a falha na conscientização por parte dos orgãos da sáude.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham combater o estigma associado ao HIV no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Governo, promover campanhas eficientes, por meio de palestras escolares realizadas por profissionais de sáude, juntamente, com pacientes soropositivas para conscientizar a população da importância da inclusão desse grupo no corpo social. Além disso, o Governo deve ampliar os recursos destinados aos tratamentos e testes do HIV, por meio do aumento das verbas estaduais, para que assim todos os pacientes sejam acolhidos. Só assim, o sentimento retratado na obra “o grito” será revertido.