O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 29/09/2021
Na década de 80, o vírus da AIDS entrou em pauta nos grandes noticiários do mundo. Na época, por ser algo novo, não tinha um tratamento adequado e nem medidas sanitárias específicas para diminuir o contágio. No entanto, atualmente, no Brasil, existe um grande preconceito com os portadores dessa doença, sendo causado pela falta de conhecimento, provocando uma certa exclusão com essas pessoas.
Nesse sentido, a ignorância, relacionada ao HIV, gera esse estigma. À vista disso, de acordo com a teoria do Fato Social, do acadêmico Émile Durkheim, as crenças do indivídiuo são formadas pelas instituições sociais que o cercam. Ou seja, os pais, que fizeram parte da fase da explosão da AIDS, conforme supracitado, vão influenciar os seus filhos a verem essa mazela como se via nos anos 80, periodo este que pouco se sabia sobre ela. Logo, percebe-se como a desinformação é capaz de criar aversão aos soropositivos.
Outrossim, essa situação desconstrói o ideal da inclusão. Partindo desse princípio, segundo a Agência Brasil, 19,6% dos portadores dessa DST, alegaram ter perdido algum emprego por causa de sua condição. Dessa forma, nota-se a quebra do princípio da isonomia, presente na Constituição de 1988, que garante a igualdade do povo brasileiro, visto que eles foram demitidos por puro preconceito. Portanto, é possível afirmar que há, de fato, uma exclusão com os aidéticos.
Dessarte, após o exposto, pode-se inferir que medidas devem ser tomadas para mitigar essa situação. Assim sendo, é dever do Ministério da Educação a elaboração de uma campanha de conscientização e informação sobre a atual situação da AIDS, por meio das redes sociais e de cartazes nas escolas. Isso deve ser feito a fim de instruir os cidadãos a respeito do HIV na contemporaneidade, de modo a incluir todas essas pessoas na sociedade, respeitando os direitos de todos.