O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 01/10/2021
Na obra " Utopia", do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez quando se observa o estigma associado ao vírus HIV, que apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da busca de tratamento adequado após a condição sorológica positiva, quanto do receio do resultado ao fazer o teste.
Precipuamente, é essencial pontuar que um desses problemas derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de tratamento para combater o vírus, verifica-se várias dificuldades por conta dos serviços precários de saúde. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo resaltar esse “tabu” que se observa nas pessoas que têm receio do resultado ao fazer o teste, como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, esse tabu deve ser quebrado, para que as pessoas infectadas possam seguir suas vidas sem nenhum tipo de receio, por carregar dentro de si, essa DST.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar esses problemas, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio dos orgãos responsáveis pela saúde juntamente com o Governo, posam impor mais meios de tratamento, através de testes, mais apoio e menos preconceito, para que as pessoas infectadas se sintam mais acolhidas pela sociedade.