O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 29/09/2021

A Constituição Federal garante o acesso à informação e a educação para todos os cidadãos do país. No entanto, essa jurisprudência é contestada, uma vez que há a problematização envolta do estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Inquestionavelmente, essa falha ocorre devido à insuficiência de palestras de ensino em escolas e faculdades, voltadas para a supressão de qualquer desinformação acerca epidemias na nação e a falta de regulamentação de leis que visam condenar a proliferação de infâmias sobre a imunodeficiência humana.

A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não promover debates, em instituições de ensino, sobre a urgência da desconstrução dos estigmas do vírus HIV na nação. Indubitavelmente, modalidades de ensinança focadas no aprendizado em relação a pandemias e epidemias nacionais e mundiais são necessárias, mas a falta de incentivo governamental a essas discussões acarreta a continuidade da propagação de preconceito contra inúmeros enfermos. Outrossim, a carência de apoio dos órgãos legislatoriais a essa lecionação tem como seguimento o desconhecimento das massas sobre os verdadeiros aspectos da imunodeficiência humana. Por conseguinte, da falta de investimento governamental e da inépcia da população, os estigmas colocados sob soropositivos continuaram a se alastrar, afirmação que é exemplificada pelo G1, com 64,1% de adoentados que já sofreram discriminação devido à sua condição clinica.

Ademais, é de conhecimento público que a exiguidade de regulamentação de leis é um dos empecilhos no combate a estigmatização do vírus HIV na sociedade brasileira. Sob o mesmo ponto de vista, segundo o veículo de informações UOL, as diretrizes existentes, como o Crime de Calúnia, que pune quem propala ou divulga informações falsas sobre a condição de um individuo, são uma referência, mas somente com os decretos regulamentares são especificados os detalhes de como uma norma irá agir. Visto isso, é evidente que sem a estandardização, a imunodeficiência humana continuará a receber uma conotação negativa e depreciativa, circunstância essa que, conforme a Revista Galileu, acarreta um maior risco de cometimento de suicídio entre soropositivos.

Em suma, com a falta de palestras de ensino e o desprovimento de regulamentação de leis, urge que o Ministério da Saúde, junto ao Ministério da Educação, organize palestras mensais, mediante anúncios em meios de comunicação on-line, que permitirão o diálogo entre os participantes para politizar a população sobre a estigmatização do vírus HIV. Ademais, promover assembleias públicas, em organizações de ensino, para instruir as massas sobre os consequentes dos níveis de desinformação acerca essa doença, o que resultará em um país informado, com o efeito de criar cidadãos conscientes.