O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 11/10/2021

Dentre vários símbolos que representam o Brasil, a bandeira nacional compartilha o bordão: “Ordem e progresso”. Todavia, a sociedade brasileira encontra-se com o pensamento estagnado e que retrocede ao lema da bandeira, em relação ao vírus HIV, causador da Aids, visto que o preconceito contra as pessoas soropositivas gera divergências nas relações interpessoais, cujos efeitos são nefastos. Sendo assim, cabe analisar a discriminação e a falta de conhecimento da população como fatores que influenciam essa problemática.

A princípio, cabe salientar os problemas psíquicos e a desistência ao tratamento contra a Aids, devido ao preconceito enraizado. A respeito disso, a Constituição federal de 1988, em seu artigo 5, garante que todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza. Dessa forma, as pessoas portadoras da doença Aids não dispõem de tal direito constitucional, diante da discriminação que afeta a saúde mental, o tratamento e a melhora na qualidade de vida dessa minoria, em razão da exclusão social. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Ademais, urge apontar a lacuna no sistema educacional como o impulsionar da desinformação populacional acerca desse tema. A série da Netflix, “Sex Education”, retrata nos episódios como utilizar preservativos, bem como aborda as Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Entretanto, a educação nacional negligência a necessidade de debater e informar aos alunos sobre as ISTs, como o vírus HIV, já que assuntos relacionados ao sexo ainda são tabus no Brasil, o que amplia o estigma. No entanto, verifica-se uma falha em abordar o tema e em ensinar como a infecção ocorre, seja por relações sexuais ou difusões e sangue, não com contatos superficiais, tal como algumas pessoas pensam. Assim, é de necessidade imediata a reversão desse quadro em prol da inclusão dos soropositivos na sociedade.

Portanto, faz-se fundamental desenvolver medidas para mitigar o assunto em questão. Dessa maneira, deve o Ministério da Mulher, Família e Direitos humanos, responsável por defender o direito das minorias e a integração a vida comunitária, em parceira com a Mídia, elaborar campanhas, por meio das redes socias e programas de televisão, com o objetivo de desestabilizar o preconceito e informar a população sobre a necessidade de debater sobre o tema, como também acolher e introduzir os soropositivos na sociedade. Outrossim, deve o Ministério da Educação, desenvolver nas escolas públicas e privadas, aulas de educação sexual, compostas na grade comum curricular, a fim de acabar com o tabu sobre sexo no país e orientar os alunos a evitar as ISTs. A partir dessas ações, espera-se promover uma sociedade empática e desprovida de preconceito associado ao vírus HIV.