O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 01/11/2021

O filme “Filadélfia” retrata a luta por justiça de um advogado que foi demitido por ser soropositivo e como isso afeta ele e as pessoas próximas a ele. Todavia, a realidade brasileira ainda reflete essa injustiça, pois houve uma construção histórica em torno do vírus HIV que levou a um estigma, em especial no que concerne ao preconceito velado e ao escasso conhecimento público. Sendo assim, é fulcral a adoção de medidas que mitiguem o infortúnio.

À vista desse cenário, o preconceito promove a marginalização da população infectada. Sob esta ótica iminente, a filósofa judia Hannah Arendt, em sua teoria da “Banalidade do Mal”, argumenta que a atitude preconceituosa passa a ser inconsciente quando os indivíduos normalizam tal situação. Nessa lógica, como denunciado por Arendt, as pessoas que convivem com HIV são esteriotipadas e subjulgadas porque o preconceito contra elas foi normalizado ao longo da história. Destarte, é medular combater essa discriminação.

Outrossim, enquanto a desinformação se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com o estigma em torno do vírus. Consoante a isso, a Agência Brasil apontou, em pesquisa, que, aproximadamente, um em cada seis soropositivos são excluídos socialmente dentro e fora de casa por causa de seus diagnósticos. De maneira análoga, essa exclusão é consequência do baixo conhecimento público sobre HIV, que cria um preconceito em torno do vírus e marginaliza as pessoas infectadas por falsas alegações. Dessarte, revela-se a imprescindibilidade de inserir os soropositivos na comunidade.

Portanto, com o fito de desconstruir o estigma em torno do vírus HIV, o Ministério da Saúde, responsável por promover a saúde pública, deve informar a população sobre os mitos e verdades do HIV, por intermediário de materiais disponíveis no site do Governo Federal. Seriam organizadas pastas com referências e vídeos rápidos que auxiliem em como realmente tratar um portador. Assim, a injustiça retratada em “Filadélfia” será apenas ficção.