O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 30/09/2021

Na série de origem inglesa, “Sex Education”, o colégio Mordale passa por um surto de clamídia e os alunos entram em pânico passando a usar máscaras nos corredores da escola, por acreditarem que é transmitida via aérea. Analogamente à ficção, infelizmente, as notícias falsas sobre as Infecções Sexualmente Transmissível - IST - são comuns no contexto contemporâneo e isso está ligado à falta de informação e, também, ao preconceito. Logo, é imprescindível a dissolução dessa conjuntura.

Primordialmente, vale ressaltar que entre os anos 80 e 90 a epidemia do HIV, matou mais de 30 mil pessoas, segundo o jornal O Globo. Dessa forma, a visão do HIV atualmente ainda é atribuída à década de 80, reforçando os estereótipos sobre a doença, como o fato de não ter cura. Sendo assim, apesar de ter tratamento, alguma pessoas desistem dele por falta de informação e por acreditarem na visão antiquada. Assim, é perceptível como a desinformação promove inúmeras consequências nocivas à sociedade.

Ademais, parafraseando o renomado físico, Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Nessa perspectiva, a pessoa soropositivo além de enfrentar a doença, terá que lidar com o tabu associado às IST’s. Sendo assim, os afetados são, majoritariamente, a comunidade LGBT, por ser considerado uma “doença gay”, por conseguinte, eles são excluídos socialmente e podem desenvolver transtorno mentais, como depressão. Nota-se, pois, que esse fator contribui para o desenvolvimento de doenças adjacentes.

É inaceitável, portanto, que exista uma parcela significativa da sociedade afetada pelo impasse. Destarte, é necessário que o Ministério da Saúde - órgão responsável pela promoção da saúde da população - em parceria com a mídia, desenvolva a campanhas informativas de tratamento e prevenção, por intermédio de anúncios nas grandes plataformas digitais e posts nos sites oficiais do governo, com intuito de informar a população a desconstruir o tabu em relação às doenças sexualmente transmissível. Dessa maneira, a episódio da escola Mordale ficará somente na ficção.