O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 30/09/2021

Segundo a atual Constituição brasileira, todos são iguais perante à lei, e possuem o direito à saúde e à dignidade. No entanto, existe uma alta prevalência de doenças que afeta a saúde física e mental, como a AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida), causada pelo vírus HIV. Nesse viés, há o preconceito contra aqueles que convivem com essa enfermidade, o que afeta o convívio social e traz prejuízos emocionais aos pacientes. Essa realidade, no Brasil, pode ser amenizada com ações educativas. Ademais, o estigma tem causas históricas e sociais.

A princípio, a convivência com o vírus é possível, desde que haja o tratamento adequado.  Entretanto, o preconceito existe na sociedade e é passado para as seguintes gerações, o que considera como uma doença de pessoas com comportamentos não aceitos socialmente. Por exemplo, na década de 90, a AIDS era considerada como uma doença de profissionais do sexo e de gays, segundo o Ministério da Saúde (MS). Essa falsa informação causou o aumento do estigma entre a comunidade.

Em seguida, com o aumento dos casos de soropositivos, as campanhas de saúde tornaram mais frequentes, com a informação sobre modos de transmissão e tratamento. Apesar disso, a discriminação continua. Para ratificar essa prevalência, o sociólogo Durkheim defendia que o indivíduo sofre influência da sociedade, em seus pensamentos e atitudes. Dessa maneira, o estigma que surgiu nas décadas passadas tem continuidade na atual.

Em suma, as pessoas que vivem com o HIV continuam a sofrer preconceito na sociedade. Dessarte, compete ao MS reforçar as campanhas sobre o HIV, com mais informações e incentivo ao respeito, por meio das redes sociais e da mídia, com o fito de tornar a população mais orientada sobre a doença. Com efeito, haverá menos discriminação e mais busca pela saúde.