O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 02/10/2021
“Preconceito é opinião sem conhecimento”. A afirmação feita pelo filósofo iluminista, Voltaire, pode ser trazida para a realidade de muitas pessoas soropositivas, que sofrem diariamente com a descriminação, por parte da sociedade insipiente no assunto. Assim, torna-se dificultosa não só a revelação diagnóstica, como também o tratamento dos pacientes, que precisam de bastante apoio.
Em uma primeira análise é imperioso trazer o conhecimento sobre HIV, vírus da imunodeficiência humana que causa a (Dst) doença sexualmente transmissível, aids, atacando o sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo. Dessa forma, pacientes portadores da enfermidade, quando diagnosticados devem receber uma medicamentação com remédios e total assistência médica. Embora tal procedimento seja cumprido pelos hospitais, a família também desempenha boa parte do auxílio no processo do tratamento, com aceitação e acolhimento.
Além disso, é de suma importância analisar a série da Netflix, “Sex Education”, que aborda a importância da educação sexual no ambiente escolar, para esclarecer os jovens, que estão passando por um processo complicado de descobertas e amadurecimento, em que surge um surto de uma Dst, e o os alunos acreditam que a transmissão era dada através do ar. Assim acontece com as pessoas soropositivas que são julgadas e marginalizadas pela sociedade, que muitas vezes não detém conhecimento.
Portanto, cabe às escolas que tragam a educação sexual juntamente com o discurso de sexo e gênero, para mais perto dos jovens, tendo em vista que é uma ciência. Destarte, pode ser realizada por meio de palestras e debates em sala de aula , que tratem da temática com naturalidade, abordando principalmente a prevenção contra doenças como a aids por exemplo, desestigmatizando assim, muitos pensamentos leigos. Como também cabe a família de pessoas portadoras do vírus HIV, os apoiarem, tendo em vista o grande desafio que é enfrentados por elas diariamente .