O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 30/10/2021

A Constituição federal de 1988 prevê a todo cidadão o direito pleno ao respeito, à dignidade humana e ao bem-estar social. Entretanto, o contexto brasileiro do século XXI contraria esse direito, uma vez que se faz notório o grande preconceito sofrido por pessoas soropositivas no país. Tendo isso em vista, percebe-se a consolidação de um grave problema em virtude da doença não ser tratada abertamente na sociedade e do tabu com o HIV.

A partir disso, é preciso se atentar que a doença não é tratada abertamente na sociedade. Nos anos oitenta, a AIDS foi considerada pela OMS uma epidemia global do século XX, nessa época, o cantor e compositor brasileiro Cazuza, tornou sua enfermidade assunto público. Desse modo, é essencial que as figuras públicas falem abertamente em meios de comunicação de massa sobre a patologia, para que a população se conscientize.

Outrossim, o tabu com o HIV é um grave impasse para a resolução da problemática. Erroneamente, o senso comum tende a associar a síndrome da imunodeficiência humana com o homossexualismo, relação entre pessoas do mesmo sexo biológico. Dessa forma, se prevalecer na população esse pensamento, a discriminação persistirá, fato esse inadmissível.

Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução da problemática. Cabe ao governo federal acabar com esse estigma, por intermédio de propagandas que tratem sobre a AIDS e suas formas de transmissão. Além, de realizar parcerias com clínicas privadas para realização de palestras com profissionais da saúde em escolas, abertas a toda comunidade e de oferecer gratuitamente o teste de HIV e preservativos que previnem DSTs em unidades básicas de saúde,  a fim de se garantir o direito constitucional.