O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 05/10/2021

Na obra “Utopia”, do autor inglês Thomas Morus, retrata uma sociedade perfeita, a qual a sociedade baseia-se na ausência de conflitos e problemas. Porém, percebe-se que na atualidade, o mundo é marcado por diversos distúrbios diferentes e, um dos mais discutidos, é o HIV, o vírus da Imunodeficiência Humana, em que o sistema imunológico da pessoa se degenera com o tempo, favorecendo o desenvolvimento de infecções oportunistas, mas é uma doença muito estimada, recheada de precoceitos pela sociedade. Sendo assim, é necessário abordar sobre o estigma do HIV no corpo social e, quais os impactos negativos da doença e dos preconceitos na vida das pessoas.

Em primeiro lugar, pode-se citar o cantor famoso Freddie Mercury, da banda de rock “Queen”, que descobriu que tinha AIDS - nome da doença do vírus HIV - e morreu aos 45 anos de idade, deixando o marido e sua banda. Naquela época, era uma doença que não tinha muitos tratamentos, então a taxa de mortalidade era muito alta, com o passar do tempo, os coquetéis foram se inovando e garantindo uma melhor qualidade de vida aos que tinham o vírus. Porém, as pessoas ainda tinham o preconceito de que os contaminados eram pessoas promíscuas, excluindo e discriminando esses indivíduos, diminuindo a qualidade de vida das pessoas, causando vários distúrbios psicológicos, como o estresse e a ansiedade.

Em segundo lugar, é importante citar a frase do renomado físico e cientista, Albert Einstein, que disse que “é mais difícil quebrar um átomo do que um preconceito”, ou seja, uma discriminação, de qualquer tipo, é muito difícil de ser alterada, sendo constituída por diversos paradigmas e conceitos pré concebidos, geralmente advindos de senso comum, tendo como consequência, a falta de responsabilidade para com o próximo, impactando negativamente na vida das pessoas. Então, é necessário citar o artigo 7 da Constituição Federal de 1988, que diz que “Todos são iguais perante a lei, sem qualquer distinção de raça, religião e gênero”, logo, as pessoas não devem ser julgadas por causa de uma doença - seja ela HIV ou qualquer outra - ou por qualquer outro motivo, sendo respeitada a Constituição brasileira.

Portanto, para que o artigo 7 da Constituição Cidadã de 1988 seja garantido, o Governo, por meio do Ministério da Educação, deve implementar palestras de conscientização sobre o vírus HIV, ennsinando sobre as formas de prevenção e informando sobre os tratamentos inovadores existentes, nas instituições públicas e privadas, com a ajuda de profissionais da área, instruindo os estudantes sobre o estigma dessa doença, a fim de quebrar os paradigmas e tabus desse vírus super estimado atualmente, caminhando para um país com mais qualidade de vida a todos os cidadãos.