O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 01/10/2021

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é uma doença causada pelo vírus HIV, o qual se propagou em meados de 1981 nos Estados Unidos e em seguida para outros países, como no Brasil. Essa doença causou grandes mortes, por não possuírem procedimentos para combate-lá, entretanto, atualmente por mais que haja tratamentos eficazes, ela tem mantido altos níveis de transmissão e óbitos. Visto que, há um estigma relacionado ao vírus HIV pela sociedade brasileira, principalmente, pela falta de informação e pela discriminação quanto a testagem e o tratamento dessa doença.

Em primeiro lugar, vale destacar que o déficit de informações relacionados ao vírus HIV corrobora para uma proliferação de preconceitos entre a população brasileira. Nesse viés, o filósofo Immanuel Kant afirma que conhecimento é poder, isto é, para que a sociedade do Brasil trate: a doença AIDS ,sem pré-definições é importante que se tenha o conhecimento sobre a transmissão e o tratamento dela. Por exemplo, a sociedade brasilera geralmente tem a visão de que o contágio pelo vírus ocorre apenas de forma sexualmente, porém há possibilidades de contrair a doença em uma transfusão de sangue ou durante a gestação. Logo, se não houver o poder de conhecimento perante a essa doença , a população continuará possuindo comportamentos desagradáveis sob os portadores do HIV.

Em segundo lugar, a descriminação perante as pessoas que possuem a doença AIDS é um dos principais fatores do estigma da sociedade. Isso ocorre de forma nítida na sociedade, pois médicos, por exemplo, quando vão testar pessoas suspeitas a essa enfermidade, muitas vezes as tratam com inferioridade, ou até mesmo as famílias  culpam essas pessoas de ter contraído o HIV. Nessa perspectiva, o filósofo Pierre Bourdieu mostra o conceito de “Habitus”, ou seja, a população nasce em uma sociedade preconceituosa e a reproduz, deixando de lado a mudança. Dessa forma, o indivíduo aprenderá no meio social que a pessoa portadora do HIV deve ser tratada de forma diferente, por meio do  assédio verbal ou perda do emprego,, o qual futuramente reproduzirá esse “habitus” para outros.

Portanto, para que o estigma relacionado ao vírus HIV deixe de ser um problema, medidas devem ser realizadas. Por isso, cabe ao Ministério da Educação junto ao da Saúde, elaborar projetos de conscientização a população brasileira sobre a doença gerada pelo HIV, por meio de palestras a todos os profissionais da saúde, abordando e ensinando a eles como acolher pacientes portadores ou suspeitos da doença da AIDS, para que elas não se sintam culpadas e consequentemente, fazer a testagem e tratamento correto. Desse modo, a consequência deixada no século XIX, deixará de ser uma realidade brasileira.