O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 01/10/2021

Na teoria, a Constituição Federal, documento máximo do país, abomina qualquer forma de preconceito e estigma social na sociedade brasileira. No entanto, na prática, a situação é diferente, uma vez que pessoas portadoras do vírus HIV, por exemplo, são muito estigmatizadas e vistas de maneira equivocada no país. Dessa forma, é fundamental analisar como o tangenciamento governamental influencia essa situação, bem como o papel da família para ajudar a amenizar esse dilema social.

Em primeira análise, é válido destacar que a administração brasileira é, infelizmente, muito falha em relação ao que tange o enfrentamento do estigma associado ao vírus HIV. O fato pode ser evidenciado pela situação ocorrida em 2020, em que o presidente Jair Bolsonaro afirmou que pessoas com HIV são uma “despesa” para o Brasil. Esse pensamento, quando seguido por pessoas alienadas, gera uma série de preconceitos e discursos de ódios aos portadores. Por isso, é necessária maior responsabilidade governamental para atenuar esse dilema social.

Ademais, além do compromisso advindo do Poder Executivo, a família também desenvolve um papel fundamental na luta contra essa estigmatização por ser, segundo conceitos da Sociologia, o primeiro e mais importante grupo social que as crianças têm contato. Com isso, é possível que o âmbito familiar aja na base do problema e ensine aos jovens os ideais de respeito, solidariedade e ajuda mútua, de modo a fazer com que esses, desde cedo, não vejam o HIV como algo horrível, mas como um assunto que deve ser debatido para ser efetivado o bem-estar nacional.

Evidenciados tais fatos, é primordial reduzir o estigma ligado ao HIV no Brasil. Para isso, o Estado deve, através do Ministério da Saúde, formular um Plano de Integração ao Soropositivo, que deverá financiar campanhas em redes televisivas e de internet com figuras influentes, como cantores e atores, para disseminar os malefícios do preconceito e da estigmatização em relação aos portadores, a fim de minimizar o sofrimento desses e efetivar a igualdade no país, como assegura a Constituição Federal.