O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 01/10/2021
O físico Albert Eisten afirma que é mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito. Certamente, é possível percerber que existe um estigma social ligado à pessoas soropositivas para HIV no Brasil, muitos associam à práticas consideradas erradas na sociedade atual. Assim, esse pensamento acaba influenciando drasticamente na transmissão de informações sobre o tratamento e também no meio social em que vivem.
Primeiramente, é preciso observar que boa parte da população associa portadores da AIDS à pessoas que estão envolvidas com prostituição ou mantém relações homossexuais. No entanto, existem várias possibilidades para transmissão do vírus além das que estão na mente dos brasileiros. De acordo com a Fiocruz, pode ser adquirido por meio de relações sexuais sem proteção, compartilhamento de seringas e também passar de mãe para filho durante a gravidez. Ou seja, os estereótipos acabam indo além da realidade, excluindo pessoas por uma ideia que muitas vezes não é a verdadeira.
Como consequência, muitos indivíduos se sentem desamparados ao receber a notícia do porte da doença, por saberem como serão julgados pela população. Nesse sentido, boa parte não busca o tratamento adequado e, os que buscam, sofrem com a exclusão da população. De acordo com a pesquisa feita pela PUC, 64,1% dos portadores do vírus já sofreram algum tipo de descriminação, incluindo assédio verbal, perda da fonte de renda e também agressões físicas. Portanto, é evidente a gravidade da continuação de pensamentos preconceituosos na população brasileira, uma vez que afeta mais da metade dos soropositivos para o HIV.
Sendo assim, é necessário que o Ministério da Saúde utilize a mídia - tendo em vista que a mesma possui maior alcance populacional - para divulgar informações sobre contaminação e tratamento da doença, buscando assim mudar a visão sobre aqueles que possuem o HIV. Não só isso, como também criar uma rede de apoio para portadores do vírus por meio de reuniões em espaços públicos com profissionais capacitados para orientação e realização de exames direcionados para melhora do tratamento, a fim de auxiliar e também promover acolhimento para todos. Dessa forma, será possível combater o estigma associado ao HIV na sociedade brasileira, desintegrando o preconceito anteriormente dito como difícil por Eisten.