O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 05/10/2021

O HIV, é o vírus causador da aids e forma uma ponte que separa o infectado do doente. A estagnação da sociedade, em comparação com a evolução do tratamento, confere a esta, carência de informação, educação sexual e preconceito para com a minoria estigmatizada.

Segundo a OMS, o HIV é uma infecção crônica manuseável, como a diabetes e a hipertensão, podendo o infectado levar uma vida saudável, desde que faça uso correto do tratamento. Entretanto, a desinformação e a carência de educação sexual da população, acaba estabelecendo um buraco entre o preconceito e o real como sugere Sigmund Froid em “Totem e Tabu”.

O filme “Clube de compras Dallas”, mostra como o preconceito dificulta a procura pelo tratamento. No Brasil, há oferta de tratamento gratuito e garantido por lei para os infectados, contudo, o prejulgamento forma uma barreira de tratamento, que contribui para o avanço dessa para a aids. Além disso, o Ministério da Saúde aponta que 70% das pessoas que usam o coquetel antirretroviral apresentam carga viral indetectável, ressaltando-se a importância da rápida procura por um centro de saúde.

Em suma, é necessário avançar em vários aspectos para equacionar a situação. Sobretudo,  o Ministério da Educação deve integrar educação sexual como parte do cronograma escolar, a fim de evitar possíveis casos entre jovens. Por conseguinte,  o Ministério da Saúde deve elaborar campanhas de visibilidade e inclusão, além do atendimento humanizado por profissionais da saúde guiado por protocolos técnicos e não pelo senso comum comum.