O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 01/10/2021
O vírus HIV, por falta de vacina que o erradique, ainda é um inimigo que milhares de brasileiros enfrentam. Porém, além das questões que o vírus traz em si para os soropositivos, como as relacionadas a tratamentos, ele vem acompanhado de muito preconceito e ignorância da sociedade.
Apesar de estarmos em dois mil e vinte e um, muitos continuam com a mentalidade dos anos setenta quando o assunto é HIV, época em que ocorreram os maiores surtos da doença, piorados por não haver muito conhecimento sobre sua transmissão, medicamentos e cuidados em geral. A desinformação e medo que existem até hoje, mais de quarenta anos depois, fazem com que as pessoas soropositivas tornem-se páreas sociais, sendo escanteadas e recebendo tratamento desumano até mesmo das próprias famílias e amigos.
Hoje, há cuidados extremamente eficazes no controle da doença, existindo a possibilidade de que uma pessoa portadora do vírus, sendo devidamente acompanhada por uma equipe de saúde e tomando os remédios apropriados, não o transmita. Já há, também, medicamentos que previnem uma pessoa não soropositiva de se infectar no caso de contato com o vírus. Dessa forma, não há motivos para histeria no que tange à doença, muito menos se justifica o isolamento forçado sobre os portadores de HIV.
Enquanto a ciência não encontra uma forma de erradicar o vírus, é possível acabar com o preconceito por meio de uma educação sexual adequada nas escolas, que exponha, por exemplo, quais as verdadeiras formas de contágio, além de ações dos órgãos de saúde pública que façam o mesmo para população que não está mais em idade escolar. Normalizar o assunto entre a família e amigos também é essencial, para que as pessoas, mesmo que aos poucos, acabem com o estigma que o HIV ainda tem.