O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 01/10/2021

O vírus da imunodeficiência humana, o HIV, é socialmente carregado de preconceitos e estigmas por conta da desinformação e de diversos mitos propagados durante o século XX. Além disso, doutrinas religiosas e valores morais distorcidos são as principais causas de pânico e aversões contra pessoas soropositivas, que, mesmo sob tratamento, ainda são alvo de assédios e exclusões por conta de sua condição.

Porém, segundo o Ministério da Saúde, o HIV é um vírus de contágio específico e que apenas as relações sexuais desprotegidas ou o contato com sangue contaminado são capazes de transmitir a doença. Desta forma, é possível desmistificar práticas preconceituosas, como por exemplo o medo de contato físico e a permanência em ambientes fechados com pessoas soropositivas. Pois, por conta de questões morais da sociedade, há uma crença popular de que o mínimo contato seria capaz de levar ao contágio.

Ademais, segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável pela devida manutenção da sociedade e de suas questões. Sendo assim, o estado deve intervir na propagação de mitos e zelar pelo bem estar de sua população soropositiva, dado que diversas vezes as próprias autoridades são responsáveis por parte desses mitos ao negligenciar a população diante de crises sanitárias.

Portanto, para a trazer a devida informação à população sobre o HIV, o Ministério da Saúde, junto ao Governo Federal, deve organizar campanhas de conscientização sobre a doença. Para isto, podem ser utilizadas propagandas televisivas, folhetos informativos com detalhes sobre testes de HIV e a fiscalização de instituições religiosas, para que seus líderes cessem a disseminação de mitos infundados. Deste modo, com a população bem informada, será possível construir uma sociedade igualitária capaz de integrar todos os seus cidadãos e eliminar os preconceitos.