O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 01/10/2021

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o HIV desde a década de 80 já levou cerca de 30 milhões de pessoas a óbito. Atualmente, o cenário atual observa uma epidemia concentrada, principalmente em jovens,  mulheres e em populações em vulnerabilidade como os LGBTQIA+. A presença de política pública específica, educação nas escolas e empatia, são fatores essenciais para que este estigma relacionado ao vírus estacione.

Sob esta análise, pode ser observado que o déficit de campanhas ativas que corroboram para a desaceleração do preconceitosob o HIV é gigantesco. De acordo com a análise de dados da OMS, o Brasil desperdiça cerca de 18 milhões de litros de doação de sangue por preconceito com a escolha sexual de cada indivíduo visto que, atualmente esta população é a mais atingida por essa IST (infecção sexualmente transmissível).

Diante cenário, destaca-se também a falta de educação sexual no Brasil. Quando se é falado nesta pauta, não significa incentivar a escolha sexual, e sim orientar sobre medidas preventivas a fim de evitar não apenas o HIV, como também outros IST’s, DST’s e gravidez na adolescência. Desta forma, se faz necessário o trabalho conjunto para que a saúde e o bem-estar estão interligados.

Com isso, pode ser concluído que o estigma relacionado ao HIV ainda há muito de ser trabalhado. O primeiro contato com o indivíduo infectado deve ser primordialmente acolhedor, empático e com orientação correta para o tratamento  seja ele pós exposição ou pré exposição. Não podendo deixar de ressaltar a importância do papel acolhedor da família, pois se consegue viver com o vírus entretanto, com o preconceito nao.