O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 04/10/2021
O cenário brasileiro atual, ao se pôr em evidência o campo da saúde , necessita que se debata com mais fervor sobre o preconceito ligado ao vírus HIV. Tal estigma é referente às crenças e às atitudes negativas que estão relacionadas aos indivíduos que possuem esse agente patogênico. Ademais, tais comportamentos possuem como a principal causa a desinformação por parte da população, gerando, assim, como pior consequência o medo dos cidadãos de realizar o exame para se prevenir. Por isso, torna-se indubitável que haja uma intervenção para solucionar essa problemática.
Por uma perspectiva inicial, compreender a estreita relação entre a falta de informação dos indivíduos e o estigma ao vírus HIV é imprescindível. O filme americano Filadélfia retrata um advogado que descobre estar infectado por esse agente patogênico e, por causa disso, sofre preconceito. Traçando um paralelo com a realidade brasileira, a obra cinematográfica consegue representar a situação de muitos cidadãos que são portadores do vírus, uma vez que existe uma perseguição, por parte da sociedade, contra essas pessoas. Outrossim, tal discriminação se deve à falta de informação por parte da sociedade, haja vista que a maioria dos cidadãos ou não sabem como a doença é adquirida, ou não possuem a informação que ela pode ser controlada. Com isso, fica nítido a extrema necessidade de combater a desinformação, para tentar sanar o preconceito existente.
Secundariamente, porém com igual fervor, é preciso falar sobre o medo que os cidadãos possuem de realizar o exame. Em 2019, o Ministério Da Saúde alertou que existem cerca de 135 mil pessoas soropositivas que desconhecem estar com a enfermidade. Certamente, esse dado alarmante possui relação com o receio que muitos jovens têm de testarem positivo, uma vez que a sociedade ainda é preconceituosa. Isso afeta, principalmente, os homens, pois, a doença já foi taxada como doença de gay, outra classe que também é marginalizada e excluída socialmente. Portanto, buscando reparar essa discriminação sofrida por portadores do vírus HIV, é preciso disseminar o conhecimento para os cidadãos.
Em suma, diante dos argumentos expostor e em busca da solução contra o estigma de quem possui o vírus HIV, faz-se necessário que a mídia, por meio dos seus recursos comunicativos, como a televisão, realize propagandas rápidas, com profissionais da saúde falando o necessário e incentivando as pessoas a buscarem mais informações, nos intervalos dos programas principais, para que a sociedade comece a entender a necessidade de realizar o exame e de buscar um profissional, caso seja soropositivo. Dessa maneira, será possível minimizar o preconceito existente.