O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 04/10/2021
“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, a frase dita por John Locke esclarece que a educação (ou sua ausência) pode moldar as pessoas. Tal aspecto fica evidente quando se observa o estigma associado ao HIV no Brasil, país que possui uma população pouco informada/educada acerca do assunto. Portanto, faz-se necessária a análise dos eventos que proporcianaram esse estigma e meios para contorná-lo.
Em uma primeira análise, tem-se que no final do século XX, criou-se um pânico a respeito do HIV, visto que o país não tinha estrutura pra lidar com tamanha crise sanitária. Adicionalmente, não haviam meios para conscientização eficiente da população, dessa forma, o senso comum reinou e criou-se um preconceito, tratando os infectados como impuros e altamente contagiosos. Em suma, a desinformação teve um efeito lamentável para a vida das pessoas infectadas pelo vírus.
Por conseguinte, as pessoas que sofrem de HIV até os dias de hoje continuam a ser apartadas da sociedade. São excluídas de relacionamentos, espaços públicos, grupos, etc., tudo baseado em boatos do senso comum, que prejudicam a vida de todos. Assim como em outros momentos da história, a segregação (independente de critério) gerou graves estigmas na sociedade, sem trazer benefícios revelantes.
Nesse sentido, cabe ao Governo Federal a missão de conscientizar a população sobre o HIV. Por meio de campanhas públicas e nas escolas que orientem sobre os meios de transmissão e as formas de prevenção (para excluir da mente popular as ideias de segregar pessoas infectadas). Com essa conscientização feita de forma eficiente e organizada, pode-se esperar que o estigma se reduza, já que as pessoas passarão a entender que não precisam de segragar os infectados.