O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 01/10/2021

De acordo com terceiro Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) a saúde e o bem-estar de todos deve ser garantido. Porém, na sociedade brasileira o estigma associado aos portadores do vírus do HIV é historicamente elevado e marcado por moralidades, preconceito e discriminação. Sendo assim, o estigma do HIV e da Aids deve ser combatido, de modo, a não prejudicar a saúde, bem-estar e tratamento dos portadores dessa patologia.

Em primeira análise, o preconceito a respeito da AIDS teve início nos primeiros casos registrados durante o início da década de 1980, em que a doença, até então desconhecida, estava associada a homossexualidade e desvios de conduta, trazendo maior preconceito. Tal fato, pode ser exemplificado durante a 15° temporada da série de televisão Grey’s Anatomy, onde o personagem Doutor Richard Webber, relembra suas memória dos primeiros casos das infecções por HIV, em que era claramente marcada pelo deconhecimento, medo e, principalmente, preconceitos.

Outrossim, o preconceito, medo, vergonha e culpa interferem diretamente na adesão e continuídade do tratamento, que, no Brasil, é totalmente gratuito. Pessoas infectadas pelo vírus do HIV se tratadas precocemente podem vir a não desenvolver a AIDS, ao mesmo passo que o tratamento contínuo e correto faz com que a carga viral se torne indetectável e conseguentemente, intransmissível. Contudo, a vergonha por se tratar de um infecção sexualmente transmissível (IST), juntamente com a falta de informação e apaio, faz com que muitas pessoas abandonem o tratamento e que o Brasil, ainda registre mais de 10 mil casos de morte ocasionadas por intecção ao HIV todos os anos.

Frente a tal problemática, é possível verificar que o estigma sobre o vírus do HIV na sociedade brasileira traz como consequências a falta de adesão e abandono do tratamento, causando assim, maior número de mortes e novas infecções. Desta forma, o Ministério da Saúde deve entrar em uma campanha intensiva em diferentes departamentos da sociedade, como escolas, igrejas, hospitais e nas redes sociais para fazer uma campanha a em prol da informação e luta contra o estigma, estimulando assim, o acolhimento e respeito de todos com as pessoas infectadas pelo vírus do HIV. Para que, deste modo, haja maior adesão e continuidade ao tratamento, fazendo com que o bem-estar e saúde sejam garantindos e os índices de mortes e novas infecções sejam progressivamente diminuídos.